A Mulher e o Cão do Reino Encantado
Na clareira onde a noite respira prata,
ela surge — figura de luz e mistério,
com os cabelos dançando ao vento
como fios de aurora recém‑nascida.
Ao seu lado, o cão de olhos antigos,
guardião de mundos que só o coração vê,
aproxima-se devagar,
como quem reconhece uma alma irmã.
Ela ajoelha-se, e o universo abranda.
Os braços envolvem o animal
num abraço que não é apenas toque,
mas pacto, promessa, encantamento.
O cão encosta a cabeça ao seu peito,
e ali, no silêncio que brilha,
dois seres tornam-se um só sopro,
uma só magia, uma só verdade.
A floresta abre caminhos secretos,
as estrelas inclinam-se para ouvir,
e o vento leva o murmúrio suave
de um amor que não precisa de palavras.
Porque naquele abraço —
entre mulher e cão, entre fantasia e vida —
nasce um mundo inteiro,
feito de lealdade, ternura
e da luz que só existe
quando duas almas se encontram.


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