A Mulher e o Cão do Reino Encantado
Na clareira onde a noite respira prata, ela surge — figura de luz e mistério, com os cabelos dançando ao vento como fios de aurora recém‑nascida. Ao seu lado, o cão de olhos antigos, guardião de mundos que só o coração vê, aproxima-se devagar, como quem reconhece uma alma irmã. Ela ajoelha-se, e o universo abranda. Os braços envolvem o animal num abraço que não é apenas toque, mas pacto, promessa, encantamento. O cão encosta a cabeça ao seu peito, e ali, no silêncio que brilha, dois seres tornam-se um só sopro, uma só magia, uma só verdade. A floresta abre caminhos secretos, as estrelas inclinam-se para ouvir, e o vento leva o murmúrio suave de um amor que não precisa de palavras. Porque naquele abraço — entre mulher e cão, entre fantasia ...