A Tumba Outonal
A Tumba Outonal As folhas caem como suspiros antigos, tingindo o chão de ouro morto. No centro do cemitério esquecido, ela caminha — lenta, pálida, inevitável. O vento outonal brinca com seu vestido, erguendo véus de sombra e poeira. Há algo de sagrado em seus passos, como se cada folha que toca recordasse seu nome. Diante da tumba, ela para. A pedra fria reconhece sua presença, e uma rachadura fina parece pulsar sob sua mão. Seus olhos, cor de crepúsculo, guardam histórias que o mundo esqueceu. Ela não chora — o outono chora por ela, em gotas de folhas secas que se acumulam aos seus pés. A mulher outonal murmura algo que o vento leva embora, talvez um lamento, talvez um chamado. E por um instante, a tumba parece re...