Perdidos no Tempo
Perdidos no Tempo Ela encontrou o portal numa noite sem estrelas, um arco de pedra pulsando como coração antigo, sussurrando eras que nenhum mortal recorda. A mulher gótica, envolta em véus de sombra, aproximou-se como quem reconhece um espelho. O tempo curvou-se ao redor dela, dobrando-se em espirais silenciosas. Quando tocou o portal, o mundo tremeu. Séculos se abriram como páginas rasgadas, e memórias que não eram suas invadiram seus olhos de lua escura. Ali, entre passado e futuro, ela viu versões de si mesma perdidas em mundos que nunca existiram, chamando-a com mãos de névoa. O portal a desejava — não seu corpo, mas sua alma inquieta, capaz de atravessar noites e séculos sem perder o brilho do abismo. E quando ela deu o primeiro passo, o tempo s...