Senhora das Águas
Nas margens onde o mundo respira devagar, ergue‑se a Senhora das Águas, envolta num véu translúcido que parece ter sido tecido pela própria lua. As águas se abrem quando ela passa, como se reconhecessem a mãe antiga que lhes ensinou a dançar. À sua volta flutuam flores encantadas, pétalas que brilham em azul, rosa e dourado, cada uma guardando um segredo que só a correnteza sabe contar. Ela toca a superfície do lago e círculos de luz se espalham, como se o tempo tivesse decidido respirar em ondas. Pequenos espíritos aquáticos despertam do fundo cristalino, trazendo perfumes de nenúfares, sussurros de rios distantes, e promessas de calmaria. A Senhora sorri — um sorriso que acalma tempestades e desperta jardins submersos. ...