Noite no Castelo
🌑 Noite no Castelo🌑
A lua derrama prata nas pedras antigas,
e o vento arranha as janelas como um aviso.
No salão vazio, ecoa o passo dela —
lento, firme, quase um feitiço.
O castelo respira sombras.
Cortinas negras tremem como criaturas vivas.
Ela caminha entre colunas frias,
com o vestido arrastando segredos pelo chão.
Seus olhos guardam tempestades,
seu silêncio pesa mais que qualquer maldição.
Há séculos espera por algo — ou alguém —
que nunca atravessou o portão.
A chama das velas curva-se diante dela,
como se reconhecesse sua dor antiga.
E a noite, cúmplice, fecha-se ao redor,
abraçando sua solidão infinita.
No alto da torre, ela para.
O mundo lá fora dorme, ignorante.
Mas ali dentro, entre ruínas e memórias,
ela reina — sombria, eterna, deslumbrante.


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