Senhora da Noite
Quando a noite desce em silêncio,
ergue‑se a Senhora da Noite,
envolta num manto que brilha
como se cada estrela tivesse escolhido morar ali.
À sua frente estende‑se o mar sereno,
um espelho profundo onde o mundo repousa,
onde cada onda respira devagar,
como se temesse quebrar a magia.
No alto, a Lua Cheia aproxima‑se,
tão grande, tão viva,
que parece tocar a superfície da água
com dedos de prata.
A Senhora caminha pela areia,
e onde seus pés tocam,
a noite se ilumina em azul suave,
como se o mar a reconhecesse
e a saudasse com luz.
As ondas murmuram histórias antigas,
de sereias esquecidas,
de ventos que nunca voltaram,
de amores guardados no fundo do oceano.
Ela ergue o rosto para a lua,
e a lua responde com um brilho mais forte,
um pacto silencioso
entre duas guardiãs da escuridão luminosa.
Assim reina a Senhora da Noite:
com o mar aos seus pés,
a lua tão próxima que parece respirar,
e a escuridão transformada
num reino de calma e encantamento.


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