A Luz que Habita o Silêncio
Eles não pisam o chão —
flutuam entre véus de silêncio.
São feitos de brisa e alvorada,
de tudo o que é puro e imenso.
Têm olhos que guardam estrelas,
e asas que não se veem.
Falam com a linguagem do vento,
e tocam onde ninguém tem.
Aparecem quando o mundo escurece,
quando o coração se desfaz.
São faróis em forma de presença,
são ternura que nunca se desfaz.
Não pedem nome nem templo,
não exigem fé ou altar.
São apenas luz em movimento,
a nos lembrar de amar.
E quando partem, deixam rastros —
um calor, um brilho, um sinal.
Porque os seres de luz não se vão:
eles acendem o que é imortal.


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