Senhora da Noite
Quando o último raio do dia se apaga,
ergue‑se a Senhora da Noite,
envolta num manto de estrelas antigas.
Seus passos são ecos de constelações,
e o ar ao redor dela brilha
como se lembrasse quem o ensinou a sonhar.
Nos seus cabelos vive o vento escuro,
nas suas mãos repousa o silêncio,
e nos seus olhos nasce a lua —
uma lua que conhece segredos que o mundo teme.
Ela caminha entre árvores adormecidas,
tocando troncos com dedos de sombra,
e cada toque desperta
um sussurro de magia.
Criaturas da noite se aproximam:
morcegos, corujas, lobos de luz azulada,
todos inclinando a cabeça
àquela que governa o tempo entre dois suspiros.
A Senhora ergue o rosto ao céu
e a noite inteira respira com ela,
num ritmo antigo,
num feitiço que nunca se quebrou.
E assim ela reina —
não com tronos,
não com coroas,
mas com o poder suave
de quem transforma escuridão em encanto
e silêncio em eternidade.


Comentários
Enviar um comentário