O Voo dos Corvos

Voo dos Corvos

No crepúsculo, sob o céu cinzento,
As sombras negras cortam o ar,
Corvos em voo, num tormento lento,
Guardam segredos do entardecer solar.

Asas abertas, em negro veludo,
Deslizam silenciosas, sem direção,
Num espetáculo sombrio e mudo,
De um balé de pura escuridão.

Nos olhos, brilham verdades sombrias,
Reflexos do mundo que tudo vê,
Os corvos voam em melodias frias,
Guardando mistérios que ninguém crê.

Voam alto, sobre florestas densas,
Onde a noite parece nunca acabar,
Guardam as histórias mais imensas,
Do passado que insiste em sussurrar.

Os corvos são sinais de um velho encanto,
Ecos de lendas, mitos e dor,
No voo deles, há um triste canto,
Que fala de morte, mas também de amor.

Asas que cortam o véu da noite,
Em uma dança de pura precisão,
Corvos são guardiões, em constante açoite,
De um mundo oculto, em transição.

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