Masquerade
🌑Mascarade🌑
A chuva cai como véus partidos,
bordados de prata sobre a noite.
Ela caminha — sombra vestida de negro,
uma máscara rendada a esconder segredos antigos.
O vento enrola-se nos seus cabelos escuros,
como serpentes mansas que conhecem o seu nome.
Cada passo ecoa no empedrado molhado,
um compasso lento, quase ritual,
como se dançasse com fantasmas que só ela vê.
A máscara brilha sob a tempestade,
meio lágrima, meio armadura.
Por trás dela, os olhos — dois eclipses —
guardam histórias que nunca se contam ao sol.
A chuva beija-lhe o rosto,
mas ela não recua.
É filha da noite,
irmã das sombras,
amante das tempestades.
E ali, no meio da rua deserta,
ela ergue o queixo
como quem desafia o destino:
uma mulher gótica mascarada,
que transforma a chuva
no seu próprio palco de poder.


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