sexta-feira, 25 de maio de 2018

Poema Gotico-Obsessão...

3Image and video hosting by TinyPic
Obsessão

E ela vaga sozinha por caminhos sombrios, 
sem perceber o perigo que a cerca por todos os lados. 
Já não teme o perigo, 
já não tem preocupação alguma 
com tudo que ocorre ao seu redor... 
Apenas segue sem olhar para trás.
Tantos medos, tantas decepções,
tantas lágrimas derramadas em vão... 
Ou quem sabe não foram em vão, 
talvez ela realmente precisasse passar 
por esse turbilhão de sofrimento.
Ela experimentou sentimentos intensos, 
repletos de alegria,
apaixonados, tristes, sôfregos 
e uma grande parte desses sentimentos 
estavam envoltos por uma terrível obsessão, 
talvez loucura...
Lá no fundo ela sente o êxtase 
de tudo que passou. 
Lembra com detalhes 
todos aqueles momentos
que viveu na sua cegueira particular, 
a devoção doentia, 
tudo que abandonou, 
tudo a que se submeteu, 
tantas humilhações, 
as abdicações, 
sua autodestruição pessoal, 
seu vício, sua tortura, 
suas lágrimas, seu brilho perdido, 
sua descrença no amor, 
seu martírio eterno.
Ela não se arrepende de nada 
e não deseja voltar no passado 
e fazer tudo diferente... 
Esse sofrimento, essa dor dilacerante 
faz parte da sua carne, da sua alma,
de todo o seu ser.
Essa dor lhe acompanhará 
pela eternidade 
e o amor seguirá por um caminho oposto 
onde nunca mais possam se encontrar.
 Image and video hosting by TinyPic

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Poema...Tempestade

Image and video hosting by TinyPic
Hoje, contemplando o fim da tempestade,
Já não recolho os destroços como antes.
Levanto minha cabeça e sigo em frente...
Se tenho que tirar uma lição, fica esta:
O vento só leva, quem se deixa levar....

Rose Felliciano
Image and video hosting by TinyPic

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Poema...Metade

Image and video hosting by TinyPic
Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro
Image and video hosting by TinyPic